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A história da cidade não para em 1886 nem em 1914. Ela continua sendo escrita agora. em decisões de onde colocar uma pista de skate, em como usar um barracão desativado da Ceagesp, em quais cursos oferecer numa oficina de teatro. Os espaços contemporâneos também são memória. só que ainda fresca, ainda sem distância histórica, ainda em construção. A Cidade das Artes nasceu da transformação de três barracões e uma tulha da antiga Ceagesp. 4. 296 metros quadrados que antes serviam ao armazenamento e distribuição de alimentos e passaram a abrigar oficinas de teatro, música e dança. Além de áreas para eventos culturais. Esse tipo de reaproveitamento urbano tem uma lógica que vai além da economia: a cidade reconhece que um espaço industrial abandonado pode virar espaço de formação artística sem precisar de terreno novo. No mesmo complexo da antiga Ceagesp ficam o pavilhão da feira livre, a Skate Plaza, a EMEB José Peres Castelhano e a nova escola do Senai. É um conjunto que mistura cultura, comércio popular, educação básica, formação técnica e juventude. numa área que antes tinha uma única função logística. A Skate Plaza representa uma geração que cresceu na rua, na praça, no parque. Para muitos jovens, ela é o espaço público mais importante da cidade. mais do que o Theatro Municipal, mais do que a praça central. Documetar esse espaço agora, antes que a memória se dilua, é uma obrigação do projeto. Fontes: Prefeitura Municipal (Cidade das Artes, Skate Plaza, Ceagesp).. O que ainda falta: Data exata de inauguração da Cidade das Artes e da Skate Plaza. projeto arquitetônico. história dos cursos e oficinas. entrevistas com skatistas e usuários. fotografias do processo de transformação dos barracões.