Memória VivaSão João da Boa Vista
História Revisada

Perfil biográfico · Cultura

Letras, Academia de Letras, Mulheres de São João, Pagu e Orides

Texto-fonte · Texto curto

Este é um texto de origem preservado a partir de História Revisada. Ele pode reunir mais de um assunto. Para leitura final, use os caminhos ligados e as fichas de assunto.

Em 9 de setembro de 1971, São João da Boa Vista ganhou sua Academia de Letras. O projeto Mulheres de São João, organizado por Neusa Menezes, reúne quatro dossiês centrais e 77 histórias de mulheres ligadas à cidade. material que ajuda a corrigir uma tendência comum da história local: lembrar homens públicos e esquecer mulheres que atuaram na educação, cultura, assistência, arte, política, literatura e vida comunitária. Patrícia Rehder Galvão. Pagu. nasceu em 9 de junho de 1910, em São João da Boa Vista, e mudou-se para São Paulo com dois anos. Escritora, poeta, diretora de teatro, tradutora, designer e jornalista, foi musa do modernismo pela proximidade com Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. Em 1931, participou da organização de uma greve de estivadores em Santos e foi presa, tornando-se a primeira mulher presa no Brasil por motivações políticas. Publicou o romance Parque Industrial em 1933. considerado o primeiro romance proletário brasileiro. sob o pseudônimo Mara Lobo. Morreu em Santos, em 12 de dezembro de 1962, aos 52 anos. O Centro Cultural Patrícia Rehder Galvão abriga o Memorial Pagu em São João. Orides de Lourdes Teixeira Fontela nasceu em 2 de abril de 1940, em São João da Boa Vista. Seus primeiros versos foram publicados em 1956 no jornal O Município. Em 1967, mudou para São Paulo para cursar Filosofia na USP, formando-se em 1972. Estreou em 1969 com Transposição. Com ajuda do professor e crítico Davi Arrigucci. Publicou ainda Helianto (1973), Alba (1983) e Rosácea (1986). Ganhou o Prêmio Jabuti de Poesia em 1983. Faleceu em 2 de novembro de 1998, em Campos do Jordão. Em 2026, foi escolhida autora homenageada da Flip.